Dinossauros

Saiba tudo sobre as criaturas mais fascinantes que já habitaram a Terra.

Estude na Bíblia:

A beleza da criação divina

Crianças e adultos têm muita curiosidade sobre os dinossauros.

Aqui, você pode saber mais sobre esse animais tão extraordinários.

Muitas pessoas são fascinadas pelos dinossauros. Esses gigantes habitaram a Terra há bastante tempo e hoje só restam seus fósseis para contar história. Independente das teorias sobre o surgimento e desaparecimento dessas criaturas, uma coisa é certa: eles realmente existiram e eram incríveis!

Fóssil de um Tiranossauro Rex (T-Rex).

Como você acha que os dinossauros surgiram e desaparecem da Terra? Assista ao vídeo a seguir e saiba quais são as principais teorias:  

Mas é claro que nem todos os dinossauros eram gigantes e nem todos eram assassinos terríveis. Aproximadamente 700 espécies já foram encontradas no mundo e boa parte delas ainda não foi estudada a catalogada. Também é bastante comum achar uma “nova espécie” e pouco tempo depois descobrir que, na verdade, trata-se de um animal já conhecido. Oficialmente, 350 espécies já têm fósseis encontrados e registrados, sendo que 22 desses animais são brasileiros. Dos encontrados, 65% eram herbívoros e 35% carnívoros. Basicamente, tudo o que sabemos é que os dinossauros eram répteis. 

T-Rex atacando um Espinossauro.

Para ficar claro, o termo dinossauro abrange apenas os animais terrestres. Os animais pré-históricos marinhos e voadores não eram dinossauros. As espécies foram organizadas pelos pesquisadores da seguinte forma: 

CLASSE: reptilia. 

SUBCLASSE: diapsidia (todos os répteis, exceto as tartarugas).

INFRACLASSES: ichthyopterygia e sauropterygia (répteis aquáticos); archosauria (dinossauros, répteis voadores e crocodilos).

SUPERORDEM da archosauria: sauropterygia (répteis voadores); dinosauria (todos os dinossauros).

ORDEM da dinosauria: ornithischia e saurischia. 

Embora todos os dinossauros sejam considerados répteis, eles foram divididos em dois grandes grupos: os saurischia e os ornithischia. Para entender melhor como os paleontólogos organizaram esses grupos, veja o infográfico abaixo:

As espécies de dinossauros também foram divididas em seis sub-grupos (árvore filogenética) a partir das ordens ornithischia e saurischia. Para entender melhor e saber suas principais características físicas, leia os boxes abaixo: 

TERÓPODES: Reúne os maiores predadores da Terra, como o T-Rex, Alossauro e Megalossauro.

SAURÓPODES: São os maiores animais que já passaram por aqui, como o Argentinossauro, Braquiossauro e Apatossauro.

CERATOPSÍDEOS: Possuíam adornos na cabeça, como o Tricerátopo, Torossauro e Paquirinossauro.

Estegossauro.

ESTEGOSSAUROS: Estes dinossauros tinham placas nas costas, como o próprio Estegossauro e Kentrossauro.

ANQUILOSSAUROS: Tinham um tipo de armadura que blindava praticamente todo o seu corpo, além de um porrete na cauda para se defender de gigantes carnívoros. O próprio Anquilossauro é melhor exemplo desse grupo.

ORNITÓPODES: Esse dinossauros são conhecidos como bicos-de-pato. Eles pareciam aves gigantes e corredoras, como um avestruz. Seus representantes são os Iguanodonte e Hadrossauro.

Iguanodonte.

T-REX DE PENAS?

Parece loucura, mas não é. A galinha, por exemplo, é o parente mais próximo dos dinossauros da atualidade. É uma ave que não voa e tem uma estrutura semelhante aos terópodes, como o Tiranossauro Rex e o Velociraptor. Isso reforça a ideia de que os dinossauros tinham penas. Imagina o glorioso T-Rex parecido com uma galinha gigante e devoradora? 

 

T-rex sendo atacado por um grupo de Velociraptores. Ambas espécies, supostamente, possuíam penas.

Um estudo publicado em 2016 no periódico científico Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) afirma que todos os dinossauros carnívoros tinham penas. Ou seja, o T-Rex realmente poderia parecer com uma galinha gigante. Os pterossauros, primos dos dinossauros, tinham estruturas semelhantes a pêlos espalhados pelo corpo. Os celurossauros tinham penas multicoloridas e viveram em quase todo o mundo. Em 2012, paleontólogos alemães descobriram um jovem carnívoro Megalossauro coberto por penas. Na mesma região, também foi encontrado um Arqueoptérix, um terópode parecido com uma ave que estava coberto de penas. As penas também tinham a função de adornar os dinos, o que ajudava bastante na hora da conquista. 

Fóssil de um Arqueoptérix.

FÓSSEIS

Os fósseis são as principais provas de que existiram dinossauros no mundo. Para entender bem o assunto, fósseis são restos de animais, plantas e outros seres vivos que estão preservados em rochas, sedimentos, gelo ou âmbar (resina). O material é duro como uma pedra e tem a coloração escura. Alguns paleontólogos também já encontraram pegadas fossilizadas em rochas. O estado de preservação de um fóssil é surpreendente. Um osso permanece intacto por milhares de anos. Mas a fossilização raramente acontece, pois materiais orgânicos se decompõem rapidamente. Um fóssil existe porque um ser vivo foi coberto por sedimentos quase que instantaneamente após sua morte.

Os paleontólogos sabem através de seus estudos quando há um fóssil num sedimento, mas algumas pessoas simplesmente têm a sorte grande de achar no quintal de casal o esqueleto de algum animal pré-histórico. Muitos construtores acabam encontrando fósseis em processos de escavação. No entanto, poucos procuram institutos de pesquisa para reportar porque não querem paralisar suas obras. Basicamente tudo o que se sabe sobre os dinossauros são deduções de fósseis encontrados.

MAIOR VS MENOR

O maior dinossauro carnívoro era o Espinossauro, com 15 metros de comprimento e 6 metros de altura. Alguns cientistas afirmam que esse animal podia atingir facilmente 18 metros. Já o Giganotossauro é o maior carnívoro encontrado com o esqueleto completo. Ele tinha 14 metros de comprimento e 3,6 de altura até o ombro. O dinossauro mais comprido de todos é o Seismossauro, que tinha 45 metros da cauda até a cabeça e 5,5 metros de altura até o ombro. O menor de todos os dinos é Microraptor, que tinha 76 centímetros de comprimento e 25 centímetros de altura.

Espinossauro.

QUANTO COMIA UM DINO?

Um Argentinossauro pesava aproximadamente 100 toneladas, equivalente ao peso de 17 elefantes africanos (cada um pesa 6 toneladas). Para sustentar esse corpinho, imagine quanta folhas ele precisava comer. É verdade que quanto maior o tamanho, maior a quantidade de comida. Mas a quantia também está relacionada ao metabolismo desses animais, que não dá pra saber somente com o estudo dos fósseis.

O paleontólogo Martin Sander, da Universidade de Bonn, acredita que um saurópode, como o Argentinossauro, precisava comer cerca de 100 mil calorias por dia para sobreviver. Isso equivale a meia tonelada de folhas! Ele passava o dia todo mastigando. Já os carnívoros, que se alimentavam de outros dinossauros, podiam comer com menos frequência. Mas é impossível saber exatamente a quantidade de carne que eles consumiam. Um T-Rex, por exemplo, podia abocanhar 250 quilos de carne de uma só vez. Isso equivale a meia vaca!

FAMOSINHOS

Todo mundo conhece o T-Rex. É o mais popular e o mais temido dos carnívoros, inclusive. Os herbívoros mais populares são os Estegossauro, Tricerátopo e o gigante Argentinossauro. Mas algumas espécies eram mais populares antigamente do que hoje em dia. Os Alossauros, por exemplo, dominaram a América do Norte. Eles eram carnívoros terópodes que mediam 12 metros de comprimento e 3 de altura. Assim como o T-Rex, ele usava a mandíbula para matar suas presas e com isso atacava até saurópodes gigantes. Outro famoso é o Velociraptor, que é considerado um dos dinossauros mais inteligentes que já habitaram a Terra, com exceção do Troodonte. Eles eram numerosos e gostavam de caçar em bando, até porque tinham apenas 2 metros de comprimento e menos de um metro de altura.

Torossauros.

ESTRELA DE CINEMA

Não há como negar que o T-Rex é a grande estrela. Seu nome científico é Tyrannosaurus rex, que significa “lagarto tirano” ou “lagarto tirano rei”. Ele pertencia ao grupo dos terópodes e era, obviamente, um mega carnívoro. Suas 5 toneladas eram distribuídas ao longo de seus 13 metros de comprimento e 5 metros de altura até o ombro. Ele foi descoberto em 1905 pelo paleontólogo Henry Osborn, que também descobriu o Velociraptor, em 1924. Os fósseis do tirano foram encontrados no norte dos Estados Unidos e sul do Canadá. Entre seus atributos, estavam a visão aguçada e seus dentes serrilhados que tinham o tamanho de uma banana nanica. Seus dentes cortavam a carne e sua mandíbula revestida por músculos trituravam os ossos das presas como biscoito. Alguns estudos recentes também indicam que esses animais podiam correr a 17 km/h, apesar do peso. Não é pra menos que ele é conhecido como o “rei dos dinossauros”.

FICÇÃO

Os dinossauros são tão queridos e despertam tanta curiosidade nos cientistas que se tornaram astros da ficção científica. Não é a toa que a franquia Jurassic Park, composta por três filmes, foi uma das mais rentáveis do mundo. O primeiro filme, lançado em 1993, foi a maior bilheteria do cinema até aquele momento. Os filmes ilustraram o que as pessoas imaginavam, pois até então não havia representações tão realistas desses animais. Os produtores do filme até inventaram o som que os dinossauros fazem na trama, porque infelizmente não há como ter certeza disso através dos fósseis.

Na segunda franquia sobre dinossauros, Jurassic World, a ideia é tentar fazer com que os gigantes se relacionem cada vez mais com os seres humanos. Dessa vez, os roteiristas ousaram ao inserir na história criaturas híbridas e geneticamente modificadas.

TRAGAM OS DINOS DE VOLTA!

Os filmes sobre os dinos despertam ainda mais o fascínio das pessoas. Afinal, será mesmo que a ciência não consegue “ressuscitar” os dinossauros como na ficção? Uma das cenas mais marcantes do primeiro filme Jurassic Park é a explicação sobre a reprodução dos animais através de uma amostra de DNA. Parece tão simples que quase não dá pra acreditar que ainda não exista nenhum T-Rex caminhando por aí. Mas, na verdade, não é nada simples.

Os DNAs coletados através dos fósseis de mosquitos sugadores de sangue e dos próprios animais são incompletos e estão muito degradados pelo tempo. Para reproduzir, recriar ou clonar uma criatura é necessário ter um genoma completo e puro. Isso ainda não foi possível para os dinossauros. Porém, recentemente, cientistas de Harvard, nos EUA, conseguiram isolar o DNA de um mamute e agora eles estão trabalhando na possibilidade de trazer de volta à vida esses parentes distantes dos elefantes. Resta esperar para ver se vai dar certo.

Anquilossauro

Parassaurolofo

Paquicefalossauro

Pteranodonte

Alossauro

CIÊNCIA VS RELIGIÃO

Mas ainda não explicamos como os dinossauros foram extintos. Existem várias teorias, porém, apenas duas delas são aderidas pela comunidade científica: Teoria Criacionista e Teoria Evolucionista.

Você saber mais detalhes sobre a Teoria Criacionista e Teoria Evolucionista aqui.

Na perspectiva da ciência, por exemplo, os dinossauros desapareceram devido a uma catástrofe natural e gradativa. Já os criacionistas acreditam que Deus criou esses animais, porém, os destruiu no dilúvio devido a sua agressividade. Alguns também acreditam que os dinossauros são os animais que conhecemos hoje, mas sofreram um processo involutivo e ficaram menores e mais “simples”, digamos assim.

Entrevista com especialista

Dr. Ruben Aguilar

Doutor em Arqueologia

Como a Teoria da Evolução explica o surgimento e o desenvolvimento dos dinossauros?

RA: Por definição, a ideia da Evolução é uma especulação racional. Essa teoria pressupõe que uma pequena célula ou espécie primordial evoluiu em diversas espécies através dos séculos. Isso diz respeito a todos os seres vivos que passaram pela Terra. Darwin diz que o aumento populacional ocorreu em algumas espécies, principalmente animais de menor complexidade, os quais não desenvolveram órgãos de adaptação. Por outro lado, o aumento populacional em espécies de maior complexidade, é muito restrita. Os caracteres (atributos) adquiridos são considerados adaptações ao meio ambiente e não órgãos que lhes permita melhor condição para enfrentar a luta pela sobrevivência. Esses caracteres, na realidade são pequenas diferenciações estruturais, as quais não podem ser consideradas como formas de evolução. Para muitos cientistas defensores do evolucionismo, o termo “evolução” não tem a conotação de progresso de uma espécie. Para eles, uma simples variação, embora negativa, já é um fato evolutivo. Um ponto sugerido pelo evolucionismo, é que todas as espécies surgiram de um ancestral comum ou de uma primeira célula original. Mas isso não explica como esses seres podiam pensar, por exemplo.

Velociraptor.

Como a Teoria Criacionista explica o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros?

RA: Os criacionistas acreditam que os dinossauros foram criados por Deus. Também creem que os animais foram extintos graças a um bombardeio de múltiplos meteoritos, explosões vulcânicas e uma catástrofe hídrica, tudo praticamente ao mesmo tempo. Quando encontrados, a maioria dos fósseis de dinossauros aparece com a mandíbula semiaberta e a cauda curvada, o que pode significar uma morte na água. Isso explica o grande número de fósseis encontrados, pois esse processo depende do sepultamento rápido em sedimentos como água e lama. Além disso, grande parte dos dinossauros morreu repentinamente, como muitos cientistas já provaram através de pesquisas. Nesse sentido, o dilúvio é a teoria mais plausível para provocar esses fenômenos.

SAIBA MAIS sobre quem criou os dinossauros aqui.